cade o link?

Mariana Moura

Mariana Moura é jornalista. Mãe da Sofia, bonequinha de cabelos pretos na tatuagem do braço, recente nerd, que tenta estudar sobre conectividade no tempo que lhe sobra. Internet, comunidade online, apaixonada pelo mundo geek e o que ele pode trazer, entre outras cositas más...

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um feliz ano novo para todos. e pra mim também

2012 foi um ano de crescimento, acima de tudo. um ano de renascimento, eu diria. um ano que eu escolhi a mim mesma, mesmo tendo amado tanto o outro. um ano de ser egoísta. um ano de deixar de ganhar melhor para ser feliz profissionalmente.

o ano começou em outro estado, rodeada de pessoas queridas. logo depois um susto: salva pelo Daniel e pela Nathalia Gomes, que me forçaram a ir ao médico, descobri uma apendicite. choro e dor me deram um resultado: um órgão menos pra me preocupar na vida.

uma briga feia, um exagero meu, e eu fiquei capenga por quase seis meses. depois de um aniversário, um da prima, ganhei de volta a pessoa que me dá o chão na vida, me ensina e me ama, mesmo errada: Larissa Lima. de quebra, senti por todo esse tempo o doce que a Lorena Lima me passou mesmo estando chateada comigo. agradeço a Deus por um dia ter colocado esse par de jarros lindos no meu caminho.

agradeço também por todas que fazem as minhas manhãs mais felizes, com cafés da manhã, piscinas, casamentos, aniversários e almojantares. Nanas, Rachel, Aline, Marcela,Thais, Juliana e Pat. são as minhas meninas, que me zoam porque sou muito intensa, que me abraçam quando preciso e que limpam minhas lágrimas e me fazem sorrir sempre. obrigada por tudo. principalmente pela sinceridade.

um ano de amor, muito amor. amor distante, amor perto. amor impossível e amor possível. amores que não foram. pelo menos por enquanto. agradeço o aprendizado mesmo assim. agradeço por todo esse amor ter me feito mais centrada. me vejo mais equilibrada hoje, mais fiel a mim mesma. finalmente eu me basto. e me escolho.

um ano de escolhas certas, com certeza. um ano sem arrependimento. um ano de abdicar de um bom salário pelo amor à profissão. e essa felicidade, por mais que doa no bolso, não tem preço.

por fim, fecho o meu ano no Centro de Operações Rio, trabalhando até 1h. e de fato, sou agradecida por ser feliz com isso. mesmo passando a meia noite sozinha, numa sala fria, eu escolho ver o lado positivo. o inusitado, o diferente.

e depois de 1h... é só correr pro abraço!!

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o maior espetáculo do mundo, depois do carnaval

ontem, 13 de dezembro de 2011, mais uma vez eu tive o prazer de ir a um show do Cirque du Soleil. e eu acho que todo mundo tem que ir, pelo menos uma vez na vida para conhecer o maior espetáculo do mundo... depois do nosso carnaval carioca, claro. (mentira, eu prefiro o Cirque). com o convite - gentil - da Nextel, que fechou uma apresentação apenas para convidados, fui e carreguei a Sofia comigo. 

no ano de 2008, quando eu trabalhava no Fluminense ganhei um par de convites para assistir ao espetáculo Alegria. foi minha primeira vez e eu confesso: eu chorei. tudo no espetáculo te leva para um mundo de fantasias que envolvem o espectador num ambiente caprichado, com bom gosto, e sempre muito sensível, características que notei nos shows do Cirque que eu fui. ontem não foi diferente: mesmo com o cansaço da Sofia, vi nos olhos dela um encantamento a cada giro, voo, pulo e palhaçada. honestamente eu não saberia comparar o Varekai ao Alegria. só fico grata de poder ter ido a ambos e espero ir sempre a muitos outros.

obrigada Nextel, de coração. <3
Varrekai

 

ps: apesar do que a imprensa (marrom ou não) diz, eu tive o prazer de trabalhar por um curtíssimo período para o Guy Laliberté e achei o cara de uma gentileza e cordialidade enormes. brilhante dentro e fora da mega empresa que criou. 
Posted from Rio De Janeiro, Brazil
 

#quotes #meredithgrey

At the end of the day, when it comes down to it, all we really want is to be close to somebody. So this thing, where we all keep our distance and pretend not to care about each other, is usually a load of bull. So we pick and choose who we want to remain close to, and once we've chosen those people, we tend to stick close by. No matter how much we hurt them, the people that are still with you at the end of the day - those are the ones worth keeping. And sure, sometimes close can be too close. But sometimes, that invasion of personal space, it can be exactly what you need. 

 

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boa noite, mãe

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#RIPSteveJobs

o cara nunca foi o estereótipo do gênio. nunca se formou numa universidade. criou um monstro [Apple] e foi demitido. recomeçou. voltou à casa. enfrentou uma das piores doenças do mundo. e venceu a batalha, durante o tempo que lhe foi cedido. 

assim que soube a morte de Steve Jobs, fui buscar as notícias na internet. incessante pelo detalhe que um ou outro site não contou. curiosa pelos textos, fotos. mas uma homenagem em especial me chamou a atenção: a da Wired. o significado da grandiosidade do homem através das palavras de outros, [quase] tão brilhantes quanto... deixo aqui um tira gosto.  

"The world has lost a visionary. And there may be no greater tribute to Steve's success than the fact that much of the world learned of his passing on a device he invented. Michelle and I send our thoughts and prayers to Steve's wife Laurene, his family, and all those who loved him."
 President Barack Obama

"The world rarely sees someone who has had the profound impact Steve has had, the effects of which will be felt for many generations to come. For those of us lucky enough to get to work with him, it's been an insanely great honor. I will miss Steve immensely."
Bill Gates

"From the earliest days of Google, whenever Larry and I sought inspiration for vision and leadership, we needed to look no farther than Cupertino. Steve, your passion for excellence is felt by anyone who has ever touched an Apple product (including the macbook I am writing this on right now). And I have witnessed it in person the few times we have met. On behalf of all of us at Google and more broadly in technology, you will be missed very much. My condolences to family, friends, and colleagues at Apple."
 Sergey Brin

"I am very, very sad to hear the news about Steve. He was a great man with incredible achievements and amazing brilliance. He always seemed to be able to say in very few words what you actually should have been thinking before you thought it. His focus on the user experience above all else has always been an inspiration to me. He was very kind to reach out to me as I became CEO of Google and spend time offering his advice and knowledge even though he was not at all well. My thoughts are with his family and the whole Apple family."
 Larry Page

"Steve, thank you for being a mentor and a friend. Thanks for showing that what you build can change the world. I will miss you."
 Mark Zuckerberg

"I got one of the first Macs, and my relationship with computers fundamentally changed. In both of his incarnations at Apple, he was a visionary. He provided tools. His victories were based on imagination and courage."
 Roger Ebert, Pulitzer-prize winning film critic

"No words can adequately express our sadness at Steve's death or our gratitude for the opportunity to work with him. We will honor his memory by dedicating ourselves to continuing the work he loved so much."
 Tim Cook, CEO of Apple

"Tonight our City -- a city that has always had such respect and admiration for creative genius -- joins with people around the planet in remembering a great man and keeping Laurene and the rest of the Jobs family in our thoughts and prayers."
 Michael Bloomberg, Mayor of New York City

"Steve Jobs was an extraordinary visionary, our very dear friend and the guiding light of the Pixar family. He saw the potential of what Pixar could be before the rest of us, and beyond what anyone ever imagined. Steve took a chance on us and believed in our crazy dream of making computer animated films; the one thing he always said was to simply 'make it great.' He is why Pixar turned out the way we did and his strength, integrity and love of life has made us all better people. He will forever be a part of Pixar's DNA. Our hearts go out to his wife Laurene and their children during this incredibly difficult time."
 John Lasseter, Chief Creative Officer, and Ed Catmull, President, Walt Disney and Pixar Animation Studios

#RIPSteveJobs
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obrigada por tudo, vida

tenho tido preguiça de escrever aqui, vou ser sincera. depois do dia 29 de agosto to meio que anestesiada. parada. estática. depois de um ano de ups and downs, enfiei o dedo na tomada. achei que era hora de tomar um choque de realidade. e era mesmo. não me arrependo de nada do que vivi nesse um ano, mágico, com o daniel. nada. não me arrependo do que não disse, do que disse. não me arrependo de ter vivido, sofrido, errado e perdoado. não me arrependo da quantidade enorme de check ins em aeroportos, da grana gasta nas passagens aéreas. não me arrependo de ter chorado. e olha que foram muitas lágrimas... não me arrependo de ter colcodo o amor e o namoro no foco. e não me arrependo de ter colocado um ponto final em tudo também. resolvi que era o tempo de pensar em mim.

então começo um ano egoísta. um ano meu, comigo. um ano de me curtir, deixar ser curtida. um ano de mariana moura, de vida solta, de quase balzaca. um ano de jornalista, de amigas para sempre. um ano sem preocupações, sem amarras, um ano descompromissado. um ano pra viver, sem planos, sem metas, sem datas. um ano, apenas.
 
obrigada por tudo, vida. um brinde à você.
mas dessa vez... eu quero um copo só, tá?

Foto_3

 

Posted from Porto Alegre, Brazil
 

#quotes #meredithgrey

The fantasy is simple. Pleasure is good. And twice as much pleasure is better. That pain is bad. And no pain is better. But the reality is different. The reality is that pain is there to tell us something. And there is only so much pleasure we can take without getting a stomachache. And maybe that's okay. Maybe some fantasies are only supposed to live in our dreams.
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#quotes #stevejobs

Há cerca de dois anos me foi apresentado esse discurso do Steve Jobs. Eu acho brilhante.

 

Segue a transcrição.

Você tem que encontrar o que você ama

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”

Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.

Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.

Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.

Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.

Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

 

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:

“Continue com fome, continue bobo.”

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

Obrigado.

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#quotes

At the end of the day faith is a funny thing. It turns up when you don't really expect it. It's like one day you realize that the fairy tale may be slightly different than you dreamed. The castle, well, it may not be a castle. And it's not so important happy ever after, just that its happy right now. See once in a while, once in a blue moon, people will surprise you , and once in a while people may even take your breath away.

#Meredith Grey
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